Arquivo pessoal/Reprodução
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Ex-namorado é preso por morte de brasileira na Itália

Marilia Rodrigues Silva Martins, que estaria grávida de seis meses, foi encontrada morta na empresa onde trabalhava

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

03 de setembro de 2013 | 17h21

A polícia italiana prendeu nesta terça-feira, 3, o empresário Claudio Grigoletto, de 32 anos, dono da empresa aérea Alpi Aviation do Brasil. Segundo a imprensa da Itália, ele é suspeito de ter matado a ex-namorada, a brasileira Marília Rodrigues Silva Martins, de 29, encontrada morta na sexta-feira, 30, no escritório da empresa em Gambarra, no norte do país. No site da empresa, destinada à produção, compra e venda de aeronaves, Marília é apresentada como a responsável pelo atendimento aos clientes.

Natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a vítima vivia há 14 anos no exterior, manteve um relacionamento com Grigoletto - que é casado - e estava grávida de cinco meses. De acordo com informações divulgadas pela agência de notícias Ansa, a gravidez foi o motivo do assassinato porque, segundo o procurador da província de Brescia, Fabio Salamone, o empresário tinha a intenção de "salvar seu casamento". "Ele quis eliminar o problema", declarou o representante do Ministério Público italiano.

O suspeito foi interrogado durante toda a madrugada e negou o crime, mas Salamone afirmou que foi decretada a prisão do empresário porque há várias contradições em seu depoimento. Marília apresentava indícios de ter sido estrangulada, além de ferimentos no rosto, mas ela também pode ter sido vítima de asfixia pela inalação de gás, que impregnava o escritório quando o corpo foi encontrado.

Na segunda-feira, 2, o promotor de Justiça Fernando Martins, tio da vítima, seguiu para a Itália para acompanhar o caso. O governo mineiro divulgou nota informando que também "se empenhará junto às autoridades italianas para uma rápida conclusão das investigações". A mãe de Marília, Natália Silva, morou com a filha no país europeu, mas há três anos regressou para Uberlândia. Ela declarou que não recebeu nenhum contato de autoridades estaduais ou federais até a manhã desta terça. "Não sei o que aconteceu com a minha filha. Disseram que fui procurada. Não é verdade", disse ela, que mantinha contato com a filha por meio de redes sociais da internet.

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