Ex-PM é condenado a 54 anos por homicídio no litoral de SP

Ao menos outras 3 pessoas estariam envolvidas no assassinato, inclusive outro PM, mas não foram identificados

Rejane Lima, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2008 | 20h08

O ex-policial militar Ricardo Leão, de 34 anos, foi condenado a 54 anos de reclusão pelo homicídio de cinco rapazes e a tentativa de homicídio de uma sexta vítima em 2001. A sentença foi anunciada às 02h10 da madrugada desta terça-feira, 4, depois de 16 horas de júri popular no Fórum de Praia Grande, na Baixada Santista.   A chacina ocorreu na noite de 18 de setembro no bar do André, no Balneário Esmeralda. Além do soldado Leão, três ou quatro homens teriam participado do crime. O sargento da PM Everaldo Machado de Lima chegou a ser acusado de cúmplice, mas foi retirado do processo por falta de provas. Leão não confessou o crime e seus comparsas não foram identificados.   Segundo a investigação, o crime aconteceu porque o grupo estava à procura do ladrão conhecido por Boy, apontado como autor do roubo de uma arma semi-automática em 2 de setembro, pertencente ao soldado PM José Rogério Correia de Andrade. Encapuzados, os homens percorriam os bares do bairro atrás do ladrão e os disparos aconteceram porque uma das vítimas se recusou a atender a ordem de deitar no chão. Baleados na cabeça, os jovens Antonio de Almeida Caldas, Alexandre Guilherme da Silva, Williames Lima dos Santos, Luiz Fernando Gonçalves e Luiz Henrique Pereira morreram e G.A.F. Sobreviveu.   O promotor Fernando Pereira da Silva ficou satisfeito com o resultado do julgamento. "Foi uma vitória da sociedade de Praia Grande que mesmo depois de sete anos acabou reconhecendo que a responsabilidade criminal de Ricardo Leão, de forma que as provas dos autos demonstraram sua participação na chacina", disse o promotor. O ex-soldado foi identificado porque deixou cair um celular durante o crime, entregue para a Polícia Civil por uma testemunha. Leão seguiu para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.

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