Ex-premiê defende reestruturar dívida grega, diz jornal

O ex-primeiro-ministro socialista Costas Simitis defendeu, em declarações publicadas no sábado, a reestruturação da dívida grega, como forma de ajudar o país a reconstruir sua economia.

REUTERS

16 de abril de 2011 | 19h07

Há crescentes especulações de que a Grécia, um país da zona do euro, terá de reestruturar sua dívida, apesar de as autoridades rejeitarem publicamente tal hipótese. A Alemanha, membro mais rico da União Europeia, já está trabalhando num plano nesse sentido.

"Uma reestruturação bem preparada irá essencialmente melhorar a nossa situação", disse Simitis ao jornal To Vima. "Enquanto ela for adiada, a dívida que não puder ser reestruturada vai ficar maior."

Simitis, mentor da adesão grega ao euro em 2001, foi expulso em 2008 da bancada parlamentar do partido socialista Pasok por ter criticado a proposta do líder partidário George Papandreou para que o país submetesse o Tratado de Lisboa (um regulamento da UE) a referendo.

Papandreou, atualmente primeiro-ministro, rejeita repetidamente a hipótese de reestruturação.

"Os próximos 15 a 20 anos devem ser um período para reconstruirmos uma economia estável, com otimismo, e voltarmos a nos unir aos desenvolvimentos europeus, e não um período de miséria em que iremos viver à mercê das hesitações da economia mundial", acrescentou o político.

Ele salientou, no entanto, que a reestruturação não seria uma panaceia, pois a Grécia deveria respeitar os termos do resgate financeiro dado pela UE e o FMI, e também as regras europeias sobre dívida pública e déficit orçamentário.

A Grécia apresentou na sexta-feira um plano para a venda de ações de empresas estatais e de novas restrições orçamentárias, mas não conseguiu afastar rumores sobre uma reestruturação da dívida, alimentados por declarações de um funcionário do governo alemão.

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