Ex-tenista vence etapa tecnológica

Empresa de Luiz Mattar monta sistema para bancos

, O Estadao de S.Paulo

30 Outubro 2009 | 00h00

Presidente da Tivit, empresa de tecnologia da informação que venceu a concorrência para operar o sistema DDA - Débito Direto Autorizado, Luiz Mattar diz que volume de operações já é o dobro do previsto

Como tenista profissional, Luiz Mattar ficou entre os 30 melhores jogadores do mundo na temporada de 1989. No ano passado, chegou a número 1 - mas na qualidade de empresário, vitorioso na concorrência que definiu a Tivit, da qual é presidente, como companhia de tecnologia de informação encarregada de proceder 100% das transações do sistema DDA . "Nesses primeiros dez dias úteis, já operamos com o dobro do volume esperado de pessoas e empresas cadastradas no sistema", diz. "Ele é um grande organizador da economia em geral, ajudando desde a pessoa física a não ter mais boletos extraviados até a grande empresa que demanda velocidade e precisão em suas movimentações financeiras".

A partir da chamada plataforma tecnológica aberta, com maior capacidade de flexibilidade e capacidade de crescimento gradual do que apoiada nos tradicionais main frames, a Tivit opera o sistema de cobranças e pagamentos eletrônicos com duas bases completas para substituí-la em situações de emergência, os back ups: um ao lado do principal, em São Paulo, e outro no Rio de Janeiro. "Se houver um desastre aqui, o sistema não para, passando a ser comandado da Barra da Tijuca".

Uma equipe 40 pessoas se reveza 24 horas por dia, durante toda a semana, para manter o sistema em funcionamento.

Mattar acredita ter vencido a concorrência aberta pela Febraban e a CIP por ter estabelecido um valor que considera modesto para cada transação realizada. Seu contrato estabelece um recebimento mínimo de R$ 77 milhões pela operação do sistema pelos próximos oito anos. Se a quantidade de transações ultrapassar o menor volume estabelecido, passa a faturar mais. "Sabíamos que haveria um enorme volume de cadastramentos, mas ainda é cedo para prever quando atingiremos a operação de 1 bilhão de boletos eletrônicos ao ano", ressalva.

É certo, porém, que a Tivit, cujo faturamento com serviços de tecnologia prestados em especial ao sistema financeiro atingiu a marca dos R$ 980 milhões em 2008, romperá a barreira do R$ 1 bilhão este ano. "O contrato com a CIP representa, até agora, menos de um por cento do nosso faturamento", calcula. "E sabemos que vamos crescer mais em razão das adesões que chegarão com o passar o tempo. Muita gente vai entender que esse sistema de pagamentos beira à perfeição".

Um mês antes da estreia do sistema DDA, a Tivit abriu seu capital na bolsa de valores de São Paulo. "Foi uma coincidência", garante Mattar. Até hoje, os papéis da companhia já experimentavam valorização de 11%.

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