Exame a laser mostra importância do solstício em Stonehenge

Um moderno exame feito com laser mostrou como Stonehenge, enigmático monumento neolítico britânico, foi construído para salientar a dramática transição do sol por esse círculo de pedras no início do verão e do inverno.

Reuters

09 de outubro de 2012 | 10h21

As pedras foram posicionadas para terem sua melhor aparência ao alvorecer do dia mais longo do ano, e ao entardecer do dia mais curto, segundo o scaneamento feito por autoridades britânicas do patrimônio histórico.

Os dois solstícios atraem anualmente milhares de visitantes a Stonehenge, monumento com cerca de 5.000 anos de idade.

O exame tridimensional mostrou que as pedras a nordeste eram cuidadosamente trabalhadas para ficarem mais lisas e elegantes do que as outras colunas, criando um espetáculo mais impressionante desse ângulo.

A pesquisa revelou 71 novas imagens nas cabeças de machado entalhadas na superfície, duplicando o número de entalhes desse tipo existentes na Grã-Bretanha. Ela revelou também danos e pichações de visitantes das épocas georgiana e vitoriana.

No século 19, visitantes podiam alugar cinzéis no local para arrancar suas próprias lascas de suvenir das pedras.

Os novos entalhes foram estimados como sendo do começo da Idade do Bronze, cerca de mil anos depois do início das construções em Stonehenge.

(Reportagem de Isla Binnie)

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