Excesso de chuva encarece hortaliças

Perda de produtividade e queda na qualidade dos produtos reduzem a oferta e elevam os preços no Cinturão Verde

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2008 | 02h49

A primeira semana de fevereiro foi marcada por grandes volumes de chuva e pela temperatura amena na maior parte do Estado. Em todas as localidades foram registradas precipitações. Em Campinas, Votuporanga, Franca e Guaratinguetá choveu, em apenas um dia, quase metade do volume previsto para todo o mês de fevereiro. A umidade do solo continua próxima da saturação em todo o Estado, conseqüência das chuvas intensas e regulares iniciadas há cerca de quatro semanas em praticamente todo o Sudeste. Esse longo período de chuvas intensas e alta umidade do solo e do ar vêm afetando os produtores de verduras e legumes por causa das perdas de produtividade e da queda na qualidade dos produtos. A grande redução na oferta fez com que os preços, nos municípios que compõem o Cinturão Verde da Grande São Paulo, subissem consideravelmente.POMARESA chuva também traz dificuldade para os produtores de frutas de Vinhedo, Campinas, Osvaldo Cruz, Taquaritinga e Monte Alto, onde o monitoramento para o controle fitossanitário foi intensificado. A alta umidade, contudo, não chegou a afetar os pomares de produção de uva, goiaba e maracujá, que estão com frutos de boa qualidade nesta safra. A condição fitossanitária das lavouras também é motivo de preocupação dos produtores de banana de Iguape e Registro e os cafeicultores de Espírito Santo do Pinhal, Mococa e São José do Rio Pardo.Nos pastos de todo o Estado, a chuva favorece o crescimento vigoroso das gramíneas, possibilitando que os pecuaristas retenham o boi no campo e negociem seu rebanho em melhores condições. O regime de temperatura e a boa regularidade das chuvas também favorecem as lavouras de milho do Pontal do Paranapanema, onde as lavouras têm bom nível de desenvolvimento, com expectativa de alta produtividade na safra que se deve iniciar no fim de fevereiro nas lavouras mais precoces. A semeadura do milho safrinha continua prejudicada pela alta umidade do solo, que impede o seu preparo adequado. Em São Paulo, a semeadura já é recomendada, com algumas ressalvas. É importante que a cultura seja semeada até o início de março para reduzir o risco de deficiência hídrica no florescimento e de geada no fim do ciclo.

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