Executivo da AEA defende taxa de inspeção veicular

O presidente da Associação Brasileira da Engenharia Automotiva (AEA), Antônio Megale, avaliou como "perigosa" a intenção do prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), de extinguir a cobrança da taxa de inspeção veicular na cidade de São Paulo. Para Megale, o modo como a cobrança é feita atualmente onera apenas os proprietários de automóveis. Caso seja extinta, o custo será repassado à população.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

05 Dezembro 2012 | 14h33

"Acho um pouco perigosa essa mudança. Não tem como baratear os custos da inspeção, esse custo existe. Se você tira a cobrança de quem tem carro, quem não tem carro vai ter de pagar também", afirmou o executivo nesta quarta-feira em conversa com jornalistas, ressaltando que se trata da sua opinião, e não do ponto de vista oficial da AEA.

Megale explicou que a existência da inspeção é justificada por questões ambientais e econômicas. "A inspeção verifica se os carros estão corretamente regulados e os carros regulados consomem menos combustível, gerando economia, e poluem menos", declarou. "Além disso, os ruídos emitidos por carros regulados são menores."

O presidente da AEA destacou que a organização defende a ampliação da inspeção para questões de segurança dos veículos. "O Detran faz 700 intervenções por dia nas ruas de São Paulo para carros que tiveram problemas ao circular. Apoiamos também uma inspeção de segurança (para reduzir a incidência desses casos). Isso auxiliaria até na redução do trânsito, porque não haveria tantos pontos paralisados."

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