Executivo da Dell critica modo indiano de fazer negócios

Uma combinação de quedas de energia elétrica, regras fiscais incertas e contratos que não são honrados fazem da Índia um local difícil para negócios, disse um executivo-sênior da Dell em comentários incomuns para um investidor estrangeiro.

Reuters

17 de agosto de 2012 | 11h34

A economia indiana cresce no ritmo mais lento em quase uma década, com pressões inflacionárias e altas taxas de juros. Mas o que companhias globais consideram mais difícil de enfrentar no país é a burocracia e a estagnação política, que impedem grandes reformas.

"Fazer negócios na Índia é difícil porque há muitas pessoas habilitadas à tomar decisões importantes" disse o presidente da divisão da Dell para a região Ásia Pacífico e Japão, Amit Midha, em entrevista à Reuters.

"E esses burocratas mudam com bastante frequência. Então, novos chefes assumem os cargos e não honram os contratos assinados anteriormente".

Irritada com a falta de oportunidades, a alemã Fraport, a segunda maior operadora de aeroportos do mundo, decidiu fechar seu escritório no país. Ela se tornou a última companhia a entrar em uma lista crescente de empresas que deixaram a terceira maior economia da Ásia.

"Quando uma empresa está tentando sair da Índia e essa empresa é respeitada, claramente isso sugere que há algo errado. Sugere que esse lugar não é fácil de se trabalhar" disse Midha.

A Dell possui operações em oito cidades na Índia, onde tem presença desde 1996.

Com 27 mil funcionários, a Índia é a maior base de empregados da fabricante de computadores pessoais fora dos Estados Unidos.

(Por Anurag Kotoky)

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