Exercício deve fazer parte da rotina, diz especialista

A incorporação de atividades físicas ao cotidiano, o chamado exercício incidental, é apontado pelos especialistas como a forma mais eficaz de combater o sedentarismo.

O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2012 | 02h08

Há 17 anos, o Programa Agita São Paulo propõe que cada pessoa adicione 30 minutos por dia de atividade física, em ações simples como trocar o elevador pela escada ou descer do ônibus uma parada antes para completar o trajeto pé.

"O que o programa aprendeu é que a população tende a mudar de estilo de vida assim. Quando começamos, a preocupação com isso era entendida como coisa de rico e era associada a esporte, mas isso mudou", afirma Timóteo Araújo, um dos coordenadores do projeto. "Aos poucos, as pessoas estão vendo que o sedentarismo tem se tornado a principal ameaça ao aumento da expectativa de vida."

Para as crianças, a indicação é de meia hora por dia com brincadeiras que envolvam atividade física - o projeto já fez ações em 6 mil escolas estaduais para promover a iniciativa.

Incentivo. Segundo o médico Carlos Alberto Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as ações contra o sedentarismo no País são pouco eficientes justamente por não darem ênfase ao incentivo de atividades físicas incidentais. "A maioria dos projetos propõe que as pessoas se retirem do dia a dia para fazer exercícios. Para aposentados e pessoas com tempo livre isso é relevante, mas pensando em abordagem populacional de grande amplitude é algo difícil", afirma.

De acordo com o cardiologista, o incentivo a exercícios em praças e parques tem funcionado melhor em municípios pequenos. "Nas grandes cidades, o melhor é recomendar que se deixe o carro à distância do destino para caminhar um pouco, além de incorporar outras atividades simples que não interfiram demais na rotina", explica.

Especialistas costumam recomendar que a melhor atividade física é a que se adequa à rotina do praticante. Ou seja, é melhor fazer algum exercício que nenhum. / B.D. e P.P.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.