Exército argelino realiza 'último assalto' na planta de gás

O exército argelino realizou um "assalto final" no sábado contra atiradores ligados à Al Qaeda escondidos em uma planta de gás no deserto, matando 11 dos islamitas depois que eles tiraram a vida de sete reféns estrangeiros.

LAMINE CHIKHI E ADBELAZIZ BOUMZAR, Reuters

19 de janeiro de 2013 | 13h24

"Acabou agora, o ataque acabou, e os militares estão no interior da usina limpando-a das minas", disse uma fonte local familiarizada com a operação, à Reuters.

A empresa estatal de petróleo e gás, Sonatrach, disse que os militantes que atacaram a fábrica na quarta-feira e fizeram um grande número de reféns tinham preparado uma armadilha no complexo de gás com a colocação de explosivos.

O número exato de mortos entre os pistoleiros e os trabalhadores estrangeiros e argelinos na fábrica perto da cidade de In Amenas, próxima da fronteira da Líbia, ainda não está claro.

Mais cedo neste sábado, forças especiais argelinas encontraram 15 corpos queimados na usina. Esforços para identificar os corpos estavam em andamento, disse a fonte à Reuters. Ainda não estava claro como eles tinham morrido.

Dezesseis reféns estrangeiros foram libertados no sábado, disse uma fonte próxima à crise. Entre eles estavam dois norte-americanos, dois alemães e um português.

A Grã-Bretanha disse que menos de 10 dos seus cidadãos na fábrica ainda estavam desaparecidos.

O ataque na planta se transformou em uma das maiores crises com reféns internacional das últimas décadas, colocando a militância do Saara no topo da agenda global.

Relatos, mais cedo, estimavam que o número de reféns mortos estava entre 12 e 30, com muitos estrangeiros ainda desaparecidos, entre eles noruegueses, japoneses, britânicos e norte-americanos.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse na sexta-feira que um americano, Frederick Buttaccio, tinha morrido, mas não deu mais detalhes. O ministro da Defesa francês disse que não havia mais trabalhadores franceses entre os reféns.

Dois noruegueses foram liberados durante a noite, deixando seis desaparecidos, enquanto a Romênia disse que três de seus cidadãos tinham sido libertados. Um número de trabalhadores japoneses de engenharia ainda estavam desaparecidos.

Dezenas de ocidentais e centenas de trabalhadores argelinos estavam dentro do complexo fortificado quando este foi invadido na madrugada de quarta-feira por combatentes islâmicos que disseram que queriam a suspensão de uma operação militar francesa no vizinho Mali.

Centenas escaparam na quinta-feira, quando o exército lançou sua operação, mas muitos reféns foram mortos.

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