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Exército ordena saída de últimos manifestantes de praça do Cairo

A polícia militar e soldados cercaram nesta segunda-feira algumas dezenas de manifestantes que continuavam na Praça Tahir, palco dos protestos antigovernamentais nas últimas semanas, e ordenaram que deixem o local, do contrário poderão ser presos.

REUTERS

14 de fevereiro de 2011 | 07h40

O tráfico de veículos fluía com poucos obstáculos na área, onde nas últimas semanas se concentraram milhares de manifestantes que derrubaram na sexta-feira o presidente Hosni Mubarak.

"Temos meia hora para partir. Fomos isolados pela polícia militar. Não sabemos o que fazer, Estamos discutindo agora o que fazer", disse Yahya Saqr à Reuters, acrescentando que um oficial militar lhes disse que eles "têm uma hora para esvaziar a praça, ou então serão presos".

Os policiais militares cercaram os manifestantes, agora apenas cerca de 40. Ativistas disseram que dois deles haviam sido presos.

A maioria das faixas anti-Mubarak foram removidas da praça, mas fotos de jovens egípcios mortos durante os protestos e chamados de "mártires da revolução" continuam penduradas nos postos de iluminação pública.

No domingo, o governo militar do Egito dissolveu o Parlamento, suspendeu a Constituição e afirmou que pretende governar por apenas seis meses ou até que as eleições aconteçam.

Numa declaração, o Conselho Supremo Militar, que assumiu o poder depois que 18 dias de protestos puseram fim aos 30 anos de governo de Mubarak, prometeu fazer um referendo sobre emendas constitucionais.

A resposta inicial dos integrantes da oposição e líderes do protesto foi extremamente positiva.

(Reportagem de Marwa Awad e Alistair Lyon)

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