Zeca Wittner/AE
Zeca Wittner/AE

Exóticas e delicadas

Carnívoras também fazem bonito em arranjos dentro de casa, mas precisam de mais cuidados que os cactos

Natália Mazzoni - O Estado de S. Paulo,

19 Junho 2011 | 06h00

Bem menos comuns que os cactos, as plantas carnívoras são boa alternativa para imprimir um toque exótico à casa. Mas engana-se quem pensa que, para ter uma dessas, é preciso capturar insetos para o almoço das plantinha - elas fazem fotossíntese normalmente. Os cuidados são relativamente simples e o resultado de ter um desses em sua sala é, no mínimo, interessante. "Ao contrário dos cactos, elas precisam de ambiente úmido para sobreviver. Portanto, é bom ficar atento ao nível de água do vaso. Ela nunca pode estar abaixo dos pedriscos. A planta só vai se alimentar sozinha se algum inseto cair na sua armadilha natural, mas isso não é essencial para sua vida", diz o engenheiro agrônomo Marcos Ono, que cultiva carnívoras e tem um box na Ceagesp.

 

É importante escolher a espécie que melhor se adapte ao espaço doméstico. "Algumas precisam de muito sol, outras, de sombra. No vaso com mais de uma espécie todas devem ter as mesmas características, para que uma não prejudique a outra", ensina. Ono dá uma dica para quem não tem nenhum canto ensolarado em casa, mas quer muito ter uma carnívora que precisa de sol. "A luz de 4 lâmpadas fluorescentes na distância de um palmo do vaso durante 18 horas por dia dá conta do recado."

 

A ideia é recriar o habitat natural das plantas, para que elas se mantenham saudáveis, o que vale não só para a questão da luminosidade. "Elas precisam de solo pobre em nutrientes e encharcado. O substrato ideal para o cultivo é o musgo do tipo sphagnum, capaz de reter a água no recipiente onde elas foram plantadas", explica Ono. Abaixo do musgo, recomenda-se forrar o vaso com pedriscos. Além desses cuidados, o ambiente ideal para as carnívoras precisa de boa circulação de ar e temperatura entre 20° e 25°. 

 

Sem provocações. Uma dica importante para quem tem carnívoras em casa é ficar atento para que os mais curiosos não encostem nas plantas, estimulando seu movimento de caça. "Elas usam muita energia para abrir e fechar, com acontece com as dioneias, por exemplo. Quando a planta faz isso muitas vezes, acaba ficando fraca, pode perder sua capacidade de movimento e até morrer", diz Paulo Gonella, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.

 

- A comédia de humor negro A pequena loja dos horrores (1960) tinha uma carnívora que comia carne humana. Mas isso só na ficção

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