Expansão do universo é confirmada

A Teoria da Relatividade de Albert Einstein é "incrivelmente precisa", reafirma um estudo publicado ontem, que ressalta os acertos dos cálculos do físico alemão na hora de explicar a expansão do universo.

LONDRES , O Estado de S.Paulo

31 Março 2012 | 03h06

A conclusão é de uma pesquisa feita por uma equipe de físicos da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, e do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, na Alemanha, cujos resultados foram anunciados em um encontro nacional de astronomia na Universidade de Manchester.

Assim, a expansão do universo poderia ser explicada mediante a teoria de Einstein e a constante cosmológica, uma combinação que representa a resposta "mais simples" para o fenômeno, segundo os especialistas.

Os pesquisadores se centraram no período compreendido entre 5 bilhões e 6 bilhões de anos atrás, quando o universo tinha quase a metade da idade de agora, e realizaram medições com uma precisão "extraordinária". A Teoria da Relatividade de Einstein prediz a velocidade pela qual galáxias muito afastadas entre si se expandem e se distanciam entre si, e a velocidade com a qual o universo deve estar crescendo na atualidade.

Esses resultados são, segundo a pesquisadora Rita Tojeiro, "a melhor medição da distância intergaláctica já feita, o que significa que os cosmólogos estão mais perto que no passado de compreender por que a expansão do universo está se acelerando". Nesse processo, parece ter um grande protagonismo a energia do vazio, relacionada com o período inicial da expansão, e segundo alguns astrofísicos também com a aceleração da expansão do universo.

Para Rita, o melhor da teoria de Einstein é que ela pode ser comprovada e os dados obtidos neste estudo "são totalmente consistentes" com a noção de que essa energia do vazio é a responsável pelo efeito de expansão. Segundo os especialistas, a confirmação ajudará os cientistas a compreender melhor o que é que causa esse misterioso processo e por que ele acontece.

Eles também esperam avançar na pesquisa da matéria escura, aquela que não emite suficiente radiação eletromagnética para ser detectada com os meios técnicos atuais, mas cuja existência pode ser deduzida a partir dos efeitos gravitacionais. / EFE

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