Expedição fará diagnóstico do Rio Ribeira, em SP

Uma expedição vai percorrer mais de 100 quilômetros do Rio Ribeira, na região sul do Estado, para fazer um diagnóstico das condições ambientais do último grande rio não represado de São Paulo. O projeto é do Instituto Socioambiental (ISA) e dá sequência à campanha Cílios do Ribeira, que visa a recompor a mata ciliar do rio.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

14 de outubro de 2011 | 18h39

Cerca de seis barcos com uma equipe de dez pessoas parte amanhã domingo (16) do quilombo de Porto Velho, no município de Iporanga, para uma viagem de cinco dias pelo rio. A chegada em Iguape, no litoral sul paulista, está prevista para o dia 21.

A primeira edição da expedição, realizada em 2007, percorreu o Ribeira desde a nascente, em Cerro Azul, no Paraná, até Iporanga, já no trecho paulista. Durante a viagem serão coletadas informações e imagens sobre a ocupação das margens, além de análises da água e do solo.

Ao longo do percurso, o grupo vai contatar comunidades quilombolas, de pescadores e caiçaras. Haverá ações também nas áreas urbanas de Iporanga, Eldorado, Sete Barras, Registro e Iguape. Um diário de bordo será publicado na página eletrônica da campanha (www.ciliosdoribeira.org.br).

De acordo com Ivy Wiens, responsável técnica pela expedição, em alguns pontos barcos de ribeirinhos e moradores locais se integração ao grupo. Na chegada em Iguape será feita uma avaliação e a elaboração de um relatório sobre as condições do rio. Apesar de cortar a região com a maior área contínua de floresta atlântica do País, o Ribeira perdeu mais de 60% da mata ciliar. Em muitas áreas, as lavouras de banana e pastagens se estendem até a barranca do rio. O Ribeira enfrenta problemas também com a exploração de areia. Há ainda projetos de construção de hidrelétricas em análise nos órgãos ambientais.

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