Expedição russa para reivindicar o Pólo Norte sofre atraso

Cordilheira submarina provaria que o Ártico e suas riquezas estão na plataforma continental russa

25 Julho 2007 | 19h52

Uma ambiciosa expedição russa, com o objetivo de chegar ao Pólo Norte, explorar fundo do Oceano Ártico e reivindicar as riquezas abaixo do leito marinho, como petróleo e gás, para Moscou está paralisada pela quebra de um navio.   O navio de pesquisas Akademik Fyodorov teve problemas de motor um dia depois de partir do porto de Murmansk e estava à deriva no Mar de Barents, informa a televisão estatal  Rossiya.   O quebra-gelo nuclear que vinha liderando a expedição deu meia-volta para a ajudar o navio científico, diz a Rossiya, e deverá alcançá-lo nesta quinta-feira, 26. Outra equipe de resgate foi despachada  a partir de Murmansk, e não está claro quanto tempo será necessário para consertar o problema.   A falha do motor é um golpe para a expedição, que tem o objetivo de determinar se o leito marítimo está geologicamente ligado à Rússia e, portanto, pertence ao território do país. Um dos líderes da expedição, o deputado Artur Chilingarov, disse, antes do início da viagem, que "o Ártico é russo".   "Precisamos provar que o Pólo Norte é uma extensão da costa russa".   A previsão era de que o  Akademik Fyodorov lançasse, no domingo, dois minissubmarinos para confirmar a hipótese de que há uma ligação entre a massa continental eurasiana e a Cordilheira Lomosonov, que corta o Pólo Norte.   Cientistas russos defendem há tempos que Moscou tem direitos sobre as riquezas minerais localizadas sob uma área do Ártico igual aos territórios combinados de Alemanha, França e Itália. Acredita-se que a região contenha bilhões de metros cúbicos de gás e óleo, além de diamantes e minérios.   Sob a lei internacional, os cinco países árticos - EUA, Rússia, Canadá, Noruega E Dinamarca (por meio da Groenlândia)  controlam uma zona econômica dentro de 320 km de suas plataformas continentais. Mas os limites dessa zona são disputados.   A Rússia reivindicou o Pólo Norte na ONU em 2001, mas as outras nações árticas contestaram a alegação. A Dinamarca diz que a Cordilheira Lomosonov é uma extensão da Groenlândia, o que faz do país outro reclamante da área.

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