Explicação, não falação

Palavra de cliente 2: Sandro Marques

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2011 | 00h15

Sempre tenho uma pontinha de desconfiança quando alguém menciona aquele gol do Josenildo na semifinal do campeonato de 86. Como é que o cara lembra daquele gol - e nem era uma final de Copa? A mesma coisa com a safra específica de Riesling "daquele" pequeno produtor do sul da Alemanha e todas as suas nuances de aroma e sabor.

Minha enoteca mental ainda não tem esse repertório, e sempre agradece a ajuda de um especialista. Há os que querem agradar, e não fazem objeção quando o cliente escolhe um vinho inadequado. Há os que não disfarçam o prazer de discutir com clientes iniciados a horizontal de uma safra. Gosto de sommeliers que chegam à mesa e não fazem longas preleções, mas explicam em linguagem acessível como é que o time vai entrar em campo. Vinho, como futebol, tem que ser mais diversão que falação.

Autor do blog Um Litro de Letras (umlitrodeletras.wordpress.com)

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