Explosão de carro bomba no Iêmen deixa pelo menos 18 mortos

Supostos militantes ligados à Al Qaeda mataram pelo menos 18 soldados e seguranças iemenitas neste sábado, em um ataque com um carro bomba e uma granada contra quartéis-generais do serviço de inteligência em Áden, disseram testemunhas e o Ministério da Defesa do Iêmen.

Reuters

18 de agosto de 2012 | 16h43

O ministério disse que provavelmente mais corpos foram soterrados pelos destroços do prédio, parte do qual foi nivelada no ataque na cidade portuária, que fica no sul do país. Pelo menos outros sete ficaram feridos antes que os militantes fugissem.

Os Estados Unidos estão ajudando o Iêmen a deter a ameaça de ataques da Al Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês) e tentar evitar a disseminação da violência para a vizinha Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo.

No ano passado, uma ofensiva apoiada pelos Estados Unidos expulsou o braço da Al Qaeda, o Ansar al-Sharia (Guerrilheiros da Lei Islâmica), das cidades que havia tomado em um levante contra o ex-presidente, Ali Abdullah Saleh.

Mas os militantes islamistas lançaram ataques suicidas mortais contra alvos de segurança e militares desde junho, expondo a vulnerabilidade do governo. No ataque de sábado, testemunhas disseram que os militantes dispararam granadas contra o prédio de três andares do serviço de inteligência, estilhaçando as janelas e incendiando-o.

"A operação parece ter sido bem planejada", disse uma fonte de segurança local. Ele disse que os agressores podiam ser da Al Qaeda. Segundo ele, os militantes pararam um veículo em frente a um prédio de televisão vizinho de cinco andares, explodindo um veículo militar que guardava o complexo e, então, atacando o prédio do serviço de inteligência com armas automáticas e granadas lançadas por foguetes antes de fugirem.

O Ministério da Defesa disse que os militantes também detonaram um carro-bomba perto do prédio, destruindo parte dele. Fontes de segurança dizem que há 18 mortos.

Anteriormente o ministério disse que todas as vítimas eram membros do serviço de inteligência e das forças de Segurança Central que guardavam os escritórios vizinhos de televisão.

Ashraf Ali Ahmed, que mora na área, disse que uma grande explosão abalou a região, seguida de explosões menores. "As explosões acordaram a vizinhança", disse.

Em julho, militantes atacaram uma academia de polícia em Sanaa, assassinando o comandante da região sul e tentando matar o comandante de uma força tribal aliada ao exército.

Washington vem respondendo à série de ataques aumentando suas incursões com aviões não tripulados contra a AQAP, que esteve por trás de vários ataques frustrados contra os Estados Unidos, incluindo uma tentativa de explodir um avião que sobrevoava Detroit no dia de Natal em 2009.

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