Explosão mata pelo menos 19 pessoas na Somália; 3 eram ministros

Uma explosão durante uma cerimônia de formatura em um hotel de Mogadíscio matou pelo menos 19 pessoas, três delas ministros do governo da Somália, segundo testemunhas e fontes oficiais.

REUTERS

03 Dezembro 2009 | 15h36

Foi o pior atentado no turbulento país desde junho, quando rebeldes da milícia Al Shabaab atacaram o principal quartel da União Africana na cidade, matando um ministro da segurança e pelo menos outras 30 pessoas.

O governo somali, que tem apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), controla apenas algumas ruas da capital. Há poucos dias, moradores disseram que as autoridades pareciam preparar uma nova ofensiva contra os rebeldes.

O ataque mostra mais uma vez a capacidade dos insurgentes de atacar o governo como bem querem, o que aumentará a frustração da frágil administração do país sobre pedidos atrasados de ajuda financeira e militar dos doadores ocidentais.

Um repórter da Reuters presente no hotel Shamo disse que o local estava repleto de formandos da Universidade Benadir, além de familiares e autoridades. "Havia carne humana por todo lado", afirmou o jornalista.

Testemunhas disseram que o homem-bomba entrou disfarçado de mulher com véu e então escutou o discurso por algum tempo antes de aproximar do palco e se explodir.

Fontes do governo disseram que os ministros da Saúde, Qamar Aden Ali, da Educação, Ahmed Abdulahi Waayeel, e da Educação Superior, Ibrahim Hassan Addow, morreram na explosão. O ministro dos Esportes, Saleban Olad Roble, ficou gravemente ferido.

(Reportagem de Abdi Guled e Ibrahim Mohamed)

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