Explosões em fábrica de armamentos deixa 15 mortos na Bulgária

Uma série de explosões em uma fábrica de explosivos na Bulgária matou 15 trabalhadores e feriu outros três na quarta-feira à noite, apenas dois meses após o governo ter feito um alerta sobre graves problemas de segurança no local.

TSVETELIA TSOLOVA E STOYAN NENOV, REUTERS

02 de outubro de 2014 | 15h12

O governo anunciou um dia de luto nacional pelas vítimas do acidente na fábrica particular, que foi acusada pelo presidente Rosen Plevneliev de ser "arrogante" ao não cumprir regras de regulamentos.

Nikola Nikolov, chefe da divisão da segurança anti-incêndio do Ministério do Interior, disse que as detonações foram tão fortes que sobraram apenas crateras no local central da explosão, com detritos lançados a centenas de metros de distância.

Treze homens e duas mulheres morreram, disse Nikolov, que foi com uma equipe especializada buscar sobrevivente no local, no vilarejo de Gorni Lom, a cerca de 145 km a noroeste da capital Sofia.

Funcionários estavam desativando minas militares antigas na fábrica, que tinha 150 funcionários, mas a causa exata das explosões ainda não era conhecida.

"A tragédia é enorme, tudo está destruído, incluindo o abrigo antibombas para os funcionários da fábrica", disse o ministro do Interior, Yordan Bakalov, após ver imagens do local.

De acordo com o Ministério do Trabalho, uma inspeção realizada na fábrica há dois meses encontrou ferramentas antiquadas sendo utilizadas para desmontar as munições, e apontou que os explosivos não estavam sendo guardados de forma adequada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.