Exportação de carne suína do Brasil cai quase 5% em fevereiro

As exportações de carne suína no Brasil registraram queda de 4,95 por cento em volume em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2011, e de 5,02 por cento em receita, informou a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) nesta segunda-feira.

REUTERS

12 Março 2012 | 12h11

As exportações em fevereiro do Brasil somaram 37,1 mil toneladas, o equivalente a 95,5 milhões de dólares.

A principal baixa registrada ocorreu nas vendas para a Argentina, por conta de medidas que restringem a entrada de carne suína no país vizinho, fazendo os embarques recuarem 84,97 por cento em volume e 84,16 por cento em receita, segundo a Abipecs.

Em nota, o presidente da associação, Pedro de Camargo Neto, afirmou que tal restrição ao produto brasileiro é "insustentável", uma vez que o comércio entre os países continua normal para outros produtos.

"A Abipecs continua na esperança que o governo federal, por meio de atitudes e medidas práticas firmes, reverta o quadro, restabelecendo as exportações para o país vizinho", disse Camargo Neto.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, deverá viajar à Argentina ainda este mês para tentar derrubar o que o governo chamou em nota de barreira comercial.

Do total exportado pelo Brasil no primeiro bimestre do ano, a Argentina respondeu por 6,3 por cento do total. Mas em fevereiro, o país vizinho importou somente 1,2 por cento do total

Segundo a Abipecs, em 2011 foram 130 milhões de dólares de carne suína exportados para a Argentina.

Enquanto isso, Hong Kong continua sendo o principal destino do produto brasileiro, representando 33 por cento das exportações no ano.

Em fevereiro, a Rússia, líder das exportações no ano passado, passou a ocupar a terceira posição entre os principais mercados da carne suína, com a habilitação de dois novos frigoríficos brasileiros em janeiro, autorizados a exportar ao país.

Em relação a janeiro, houve uma recuperação, uma vez que o país havia ficado em sexta posição.

As vendas para a Rússia tiveram queda de 73,04 por cento em toneladas em janeiro e fevereiro deste ano, ante o mesmo período de 2011, após um embargo anunciado no ano passado. Em receita, o recuo foi de 72,08 por cento.

"Iniciamos o mês de março com quatro frigoríficos habilitados e prevemos um novo pequeno crescimento. É essencial, porém, a interrupção de suspensões temporárias existentes em inúmeras unidades de abate e o fim do embargo dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso", disse Pedro de Camargo Neto.

Para a Ucrânia, outro importante mercado de carne suína, houve crescimento de 397,61 por cento das exportações em volume em janeiro e fevereiro, e 342,89 por cento em valor, contra janeiro e fevereiro de 2011, ainda de acordo com a Abipecs.

(Reportagem de Patrícia Monteiro)

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