Exportador precisa de padrão constante

Uniformidade, qualidade e quantidade são as principais exigências dos frigoríficos em relação aos pecuaristas

O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2007 | 04h19

O comprador brasileiro que exporta quer uniformidade no padrão da carne e garantia de abastecimento. Esta é a melhor oferta que se pode fazer para o frigorífico, segundo o diretor-executivo da Abiec, Antônio Camardelli. Em Anuga, mais uma vez se confirmou, segundo o diretor, que o comprador externo exige padrões muito técnicos, que o frigorífico exportador tem de atender. E isso ele só consegue se o pecuarista, lá na ponta, entregar um gado de qualidade e uniforme.E o apelo do gado brasileiro, de ser criado a pasto, o boi de capim, é muito atrativo. ''''Se eu falar que a boa receptividade da carne brasileira lá fora é até maior do que 100% não é exagero'''', diz Camardelli. ''''Temos o boi de capim, volume de oferta e preços competitivos.''''Embora a maior parte das vendas em Anuga tenha sido de carne commoditie, os cortes especiais vão ganhando espaço. ''''Mas temos outra vantagem fundamental, que é o apelo ecológico e nós exploramos isso na Alemanha'''', diz. ''''Por exemplo, convertemos toda a energia gasta em Anuga em créditos de carbono, que serão neutralizados num projeto ambiental no Pantanal, atitude que foi um grande marco no evento este ano.''''EXIGÊNCIASSegundo diretor-comercial do Independência, André Skirmunt, além das exigências ambientais, há outras que o exportador tem de cumprir. ''''Não há como não manter o alto nível de qualidade, tanto em termos de produto como de processos'''', diz.Quanto à raça preferida lá fora, o diretor do Independência diz que em geral as raças zebuínas são muito bem aceitas, ''''o que favorece o produto nacional''''. ''''Há pequenos nichos que preferem raças européias, supridas com os diversos cruzamentos industriais feitos entre raças zebuínas e raças européias.''''Conforme o coordenador da Unidade de Imagem e Acesso a Mercados da Apex, Juarez Leal, a área de carnes estava muito bem representada ante os concorrentes de outros países. ''''O Brasil teve uma participação profissional, digna de um global player'''', completa Leal.

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