Exposição alemã mostra popularização da tatuagem

Pesquisa alemã mostra que tatuagens são usadas por jovens de diferentes classes sociais.

Marcelo Crescenti, BBC

07 de setembro de 2007 | 06h07

Uma exposição na cidade de Hamburgo mostra como a tatuagem se popularizou na Alemanha, a ponto de se tornar um adereço comum entre alemães de várias classes e idades. A exposição, que mostra retratos de pessoas de diferentes classes sociais com e sem roupas cobrindo suas tatuagens, se inspirou em dados de um estudo feito pela Universidade de Frankfurt, que conlui que as tatuagens são cada vez mais aceitas socialmente no país. Segundo a psicóloga Aglaja Stirn, da Universidade de Frankfurt, tatuagens já não são usadas somente por grupos específicos de pessoas, mas sim por uma grande parte dos europeus.O estudo da psicóloga inspirou uma exposição na cidade de HamburgoO estudo, baseado em uma enquete com mil alemães ente 14 e 90 anos de idade, mostra que hoje em dia a tatuagem já não é um símbolo usado por marinheiros ou prisioneiros, como no passado, mas sim por pessoas comuns de todos os tipos.Segundo a pesquisa, 41%das mulheres e 27% dos homens alemães até 24 anos têm tatuagens ou piercings. Um em cada cinco homens na faixa de idade de 14 a 44 anos é tatuado."A maioria das pessoas que se tatuam querem mostrar que tem uma forte personalidade e provocar reações por parte de outras pessoas", diz a psicóloga.O estudo inspirou a exposição sobre tatuagens no Museu de Comunicação em Hamburgo, que mostra 20 retratos de grandes dimensões de pessoas nuas e vestidas com pinturas corporais.Entre os retratados estão um vendedor, uma assistente de relações públicas e um técnico de engenharia de máquinas.As imagens do fotógrafo alemão Oli Hege revelam o segredo oculto de pessoas que, à primeira vista, não parecem ser clientes de tatuadores.A mostra "Unter der Haut" (À flor da pele, em tradução livre) pode ser vista em Hamburgo até o dia 28 de outubro de 2007.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.