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Exposição em NY conta a saga da alimentação do homem

Os dioramas dos povos do mundo no Museu de História Natural de Nova York pareciam estar esperando por esse momento: pela primeira vez, a alimentação é tema de uma mostra especial naquela que é uma das instituições de maior prestígio nos EUA. Our Global Kitchen: Food, Nature, Culture (Nossa Cozinha Global: Comida, Natureza, Cultura) fica em cartaz até 11 de agosto de 2013.

OLÍVIA FRAGA, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2012 | 02h09

"Esse é o tipo de evento que consegue resumir o trabalho de milhares de pessoas envolvidas com comida, sociedade, biologia e cultura", diz Eleanor J. Sterling, diretora do Centro de Diversidade e Conservação do museu e professora na Universidade Colúmbia. "Alimentação é algo trivial, mas hoje, numa escala inédita, a comida fala múltiplas línguas." Ao lado de Mark A. Norell, presidente da divisão de Paleontologia do museu, ela passou os últimos três anos envolvida na curadoria da mostra.

O resultado é um retrato das relações humanas dependentes de um sistema de produção e distribuição de alimentos em constante mudança. As paredes da exposição mostram gráficos que alertam para o colapso agrícola do planeta: 35% de todo grão plantado vira ração para gado e 30% da comida produzida no mundo nunca chega à mesa. Filmes falam da obesidade de uns e da desnutrição de outros.

"Our Global Kitchen" fala do prazer da comida, mas escancara os pontos críticos de a humanidade depender de uma indústria de alimentos, que atua - e interfere - em escala global.

Logo na entrada da exposição, uma das soluções contemporâneas para a distribuição de alimentos em cidades: o jardim vertical hidropônico, montado pela Windowfarms, uma empresa do Brooklyn que dá consultoria para montagem de hortas urbanas e mostra como a tecnologia pode salvar espécies e alimentar milhões de pessoas.

O maior diorama, no sala central, mostra, em 1519, o encontro dos espanhóis com a cultura asteca numa feira de rua em Tenochtitlán - onde hoje é a Cidade do México -, momento definidor da agricultura moderna. Foi ali que o europeu tomou conhecimento do tomate, das pimentas, das batatas, do milho.

No fim, os curadores arriscam a previsão: a dieta do próximo milênio será baseada em algas, milhete, insetos e quinoa.

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