Extremismo antitecnológico

A variedade País pode ser bastante rústica se colhida e vinificada com pouco cuidado. Nas mãos de um bom produtor,

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2014 | 02h08

a expressão da casta lembra um Cru de Beaujolais, sutil, mineral

e versátil.

LOUIS ANTOINE LUYT HUASA DE PILÉN ALTO 2010

Maule / Chile

R$ 98 (World Wine)

A Sicília é a queridinha da vez de muitos críticos e especialistas.

Os vinhos demasiadamente alcoólicos e pesados começam a dar lugar a expressões mais frescas e menos concentradas, como nesta mescla de Nero d'Avola e Frappato sem passagem por barricas.

SP 68 ROSSO OCCHIPINTI 2012

Sicília / Itália

R$ 146 (Casa Europa)

Provavelmente o mais extremo entre os vinhos ecológicos, o vinho natural não exclui práticas de cultivo orgânico e biodinâmico, pois também a ele repugna o uso de químicos de forma absoluta e novidades tecnológicas. O vinho é produzido com o mínimo de maquinário possível, conforme métodos ancestrais e sem controle de temperatura.

As uvas, normalmente espécies autóctones ou adaptadas naturalmente à região, são vinificadas sem adição de sulfitos. Muitas vezes são pisadas em vez de maceradas, e as fermentações são espontâneas. Esses vinhos são túrbidos, pois não passam por filtragem ou clarificação. Ao contrário dos orgânicos e biodinâmicos, os naturais não possuem uma certificação: normalmente, os produtores se reúnem sob um estatuto próprio de práticas produtivas dos vinhos naturais.

Na boca, esses vinhos são mais delicados e normalmente exibem aromas florais, de frutas frescas e da levedura e têm a turbidez bastante evidente. Também costumam ser menos alcoólicos.

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