Extremismo islâmico ainda é maior ameaça, diz polícia da Noruega

Radicais islâmicos continuam sendo a mais séria ameaça que a Noruega enfrenta, apesar dos ataques de um extremista islamofóbico norueguês que matou 77 pessoas no verão passado, disse nesta terça-feira a chefe do Serviço de Segurança da polícia, Janne Kristiansen.

WALTER GIBBS, REUTERS

17 de janeiro de 2012 | 10h08

Ela afirmou que sua agência se concentraria em perigos mais amplos do extremismo islâmico com origem no país, apesar de as ameaças contra autoridades públicas terem crescido desde os ataques de julho, que miravam a esquerda da Noruega.

"Nos últimos anos temos observado o aumento no número de muçulmanos criados na Noruega que se tornam radicais, e para quem a Noruega e sua sociedade são os inimigos", disse Janne em uma coletiva de imprensa.

"Estas pessoas têm muito contato com muçulmanos extremistas no exterior. Eles viajam para campos de treinamento em áreas de conflito e para participar de combates armados, e depois retornam à Noruega".

Respondendo aos críticos que afirmaram que a polícia está negligenciando a ameaça dos militantes da direita, como Anders Behring Breivik, que admitiu a autoria dos ataques de 22 de julho, nos quais matou 77 pessoas, Jane disse que eles representam uma ameaça muito menor.

"O número de extremistas violentos da direita ainda é baixo", disse a chefe do Serviço de Segurança da polícia.

Ela acrescentou que a crescente maré de debates que promovem o ódio em sites na Internet trouxe "uma significativa fonte de incertezas" na avaliação geral das ameaças.

Houve aumento no número e na severidade das ameaças a políticos e seus partidos desde os ataques de julho e a previsão é que o problema continue depois que começar em 16 de abril o julgamento de Breivik, amplamente coberto pela mídia.

Ela não especificou se a proliferação de ameaças políticas derivava de setores da direita.

Breivik disse à polícia que ele realizou um atentado contra edifícios do governo em Oslo, matando oito pessoas, antes de atirar em outras 69 em uma ilha onde ocorria um acampamento de verão para os membros jovens do Partido Trabalhista - ações designadas para punir o que ele chamou de "traidores" pró-imigração.

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