FAB desloca radar da Amazônia para o Rio

A primeira providência de campo da enorme operação planejada pelo Ministério da Defesa para garantir a conferência Rio+20 já começou: a Força Aérea Brasileira (FAB) está deslocando desde Sinop, no norte de Mato Grosso, até o Rio uma poderosa estação de radar móvel TPS-B34, capaz detectar alvos a 450 quilômetros de distância e a altitudes de 30 mil metros. Antes de reforçar a estrutura militar do evento que reunirá 70 chefes de Estado, o radar faz uma escala na base de Florianópolis, operando em apoio a um jogo de guerra da Aeronáutica, a FAEX XII.

Roberto Godoy , O Estado de S.Paulo

17 Abril 2012 | 03h03

O Ministério da Defesa vai investir R$ 150 milhões na atuação prevista para a Conferência Sobre Desenvolvimento Sustentável. A tropa soma 12,2 mil militares - 10 mil do Exército, 2 mil da Marinha e 200 da Aeronáutica.

O TPS-B34 é produzido nos Estados Unidos. A FAB opera seis unidades. O preço de referência de cada conjunto é estimado entre US$ 22 milhões e US$ 25 milhões.

O radar foi desenhado para permitir o transporte em único cargueiro C-130 Hércules, de todos os componentes. Em terra, o trabalho é feito por duas carretas comuns. A montagem no local exige apenas meia hora. Seis homens operam o sistema. Tomando como referência as informações coletadas, aviões de caça, canhões antiaéreos e baterias de mísseis são acionados para interceptar um eventual invasor.

A Rio+20, em junho, é o primeiro de uma série de grandes eventos - segue em 2013 com a Copa das Confederações, o teste para a Copa do Mundo de 2014, e termina no dia 21 de agosto de 2016, encerramento da Olimpíada. No meio haverá ainda uma visita do papa Bento XVI, no Rio, em julho de 2013. Consideradas somente as providências da preparação para as competições de futebol, as aplicações nas Forças são estimadas em R$ 699 milhões.

O custo final, ainda estimativo, aponta gastos de R$ 1,5 bilhão. O ministro da Defesa, Celso Amorim, garante que não vai faltar dinheiro para o programa.

O projeto prevê a recuperação e compra de equipamentos, criação de centros integrados de comando, comunicações, controle e inteligência e qualificação de pessoal - grupos de Forças Especiais, entre os quais times preparados para ações antiterror. Outra demanda: 84 helicópteros.

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