Fábrica de 'Aedes' infértil é inaugurada na Bahia

Machos transgênicos serão soltos na natureza para combater a proliferação do transmissor da dengue

MARIÂNGELA GALLUCCI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2012 | 03h05

Hoje, será inaugurada em Juazeiro (BA) a maior fábrica do mundo de produção de mosquito da dengue transgênico, segundo o Ministério da Saúde. Um projeto-piloto realizado recentemente nessa cidade reduziu a população do mosquito em bairros onde eram registrados números elevados de casos de dengue.

Cerca de 4 milhões de machos estéreis do Aedes aegypti serão liberados em Jacobina (BA) como um teste para acabar com a transmissão da dengue no local. A ideia é que o projeto, após ser testado na cidade, seja disseminado para todo o Brasil.

Segundo a pasta, será investido R$ 1,7 milhão na produção dos mosquitos transgênicos. Espera-se que o projeto seja concluído em 2013, incorporado ao SUS e ampliado para todo o País.

O mosquito modificado tem um gene que mata as larvas durante o desenvolvimento no ventre das fêmeas adultas. Segundo o ministério, o macho transgênico transmite essa característica à prole, fazendo com que ela não chegue à fase adulta.

Esses machos estéreis disputam com os insetos selvagens as oportunidades de cópula - as fêmeas são as únicas que picam os humanos e transmitem o vírus. Como serão em maior número que os férteis, a expectativa é de que a espécie selvagem desapareça.

O projeto é uma parceria entre a USP e a empresa britânica Oxitec.

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