Fabricantes de celulares pedem web móvel mais barata

A produtora de software para celulares Symbian e fabricantes de celulares afirmaram nesta segunda-feira, 12, que as operadoras de telefonia móvel precisam reduzir o preço dos serviços de internet sem fio para atraírem mais consumidores. O crescimento nas vendas dos modelos de celulares mais caros e com margem de lucro mais elevada se desacelerou no terceiro e no quarto trimestres, especialmente na Europa Ocidental, prejudicando fabricantes de celulares como Nokia, Motorola e Samsung. "Quando os serviços de voz se tornaram móveis, demorou um pouco para que os preços se tornassem razoáveis e compreensíveis", disse Kai Osamo, vice-presidente da divisão de celulares da Nokia. "No caso dos dados, a falta de clareza quanto aos custos representa o maior problema, no momento. E evidentemente os preços também continuam altos. Isso realmente precisa ser resolvido", disse ele à agência de notícias Reuters. As vendas de computadores de mão e celulares inteligentes, capazes de executar aplicativos semelhantes aos dos computadores, se desaceleraram para 30% no quarto trimestre, ante 50% no terceiro, de acordo com o grupo de pesquisa de mercado Canalys. Na Europa, as vendas de celulares inteligentes cresceram em 16% no terceiro trimestre, com a maioria dos usuários optando por aparelhos mais baratos para utilizá-los principalmente em serviços de voz. "Algo terá de acontecer na Europa e na América do Norte, onde o crescimento no número de assinantes começa a se estagnar", disse Nigel Clifford, presidente-executivo da Symbian, que forneceu software para 70% dos 64 milhões de celulares inteligentes vendidos em 2006. "As tarifas são algo que as operadoras deveriam reconsiderar", disse Clifford à Reuters em entrevista durante a 3GSM, maior feira mundial do setor de comunicação sem fio. Miles Flint, presidente da Sony Ericsson, disse que a formação de preços do tráfego sem fio de dados não é transparente e que até mesmo os pacotes de tarifas fixas contêm complicadas restrições. A receita com acesso sem fio à internet e outros tráfegos de dados somente gera 5% a 6% do faturamento de uma operadora e terá que crescer rapidamente se a intenção for compensar a queda em vendas de serviços de voz, pressionadas por competição e regulamentações governamentais. "Se quisermos ir para a próxima fase das comunicações móveis, quatro fatores precisam ser observados: ótimos aparelhos, redes 3G (banda larga sem fio), força nos serviços e tarifas que sejam previsíveis e acessíveis", disse Clifford.

Agencia Estado,

12 Fevereiro 2007 | 12h34

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.