Fabricantes de eletrodomésticos cortam custos com baixa demanda

Os dois maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo estão planejando grandes reduções de custos, incluindo milhares de cortes de empregos, à medida que a recessão tem reduzido as compras de refrigeradores, máquinas de lavar roupas e outros itens mais caros.

REUTERS

28 Outubro 2011 | 20h06

A Whirlpool, que resistiu a uma longa crise imobiliária nos Estados Unidos, afirmou que irá cortar 5 mil empregos -- um décimo de sua força de trabalho na América do Norte e Europa -- fechando uma fábrica no Estado de Arkansas, transferindo outra da Alemanha para a Polônia e reduzindo sua capacidade manufatureira em cerca de 6 milhões de aparelhos.

Sua principal concorrente, a AB Electrolux, afirmou que iria detalhar suas medidas de cortes de custos em meados do próximo mês.

A tendência que assola Whirlpool e Electrolux já atingiu outras companhias do setor. A fabricante de ar-condicionado Ingersoll Rand apresentou uma queda de 63 por cento no lucro no início do mês.

No início da semana, a 3M desapontou analistas com seus resultados aquém das expectativas do mercado devido à baixa procura por televisores e à crise na Europa.

Tanto a Whirlpool, a maior fabricante de eletrodomésticos do mundo, quanto a Electrolux, a segunda maior, apresentaram resultados trimestrais mais fracos e cortaram suas previsões para o ano todo, alertando que a demanda na América do Norte e Europa será mais fraca do que a esperada.

"Dado o ambiente de menor demanda nos Estados Unidos e Europa Ocidental, ajustamos nossa capacidade e nossos custos", disse à Reuters o presidente-executivo da Electrolux, Keith McLoughlin.

(Por Scott Malone e Mihir Dalal)

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