'FAÇO UMA VEZ POR SEMANA, PELO SKYPE'

Como a terapeuta de Marina está morando fora do País, as sessões ocorrem por meio da internet

O Estado de S.Paulo

06 Maio 2012 | 03h05

Há pelo menos seis meses, a assistente de direção Marina Poema Vaz Rombesso, de 25 anos, está fazendo terapia online porque sua psicóloga está fora do Brasil fazendo um curso de especialização.

Para não ter de interromper as sessões, que eram feitas presencialmente há mais de um ano, Marina topou experimentar a abordagem virtual.

"Eu sempre viajo a trabalho e tinha de interromper as sessões temporariamente. Como minha terapeuta está morando fora por um tempo, ela propôs que continuássemos as sessões. Faço uma vez por semana pelo Skype, só com voz, sem o vídeo", diz.

Para Marina, o atendimento online não é superficial porque ela já fazia terapia presencial com essa psicóloga e está apenas dando continuidade ao tratamento. Mas diz que é diferente. "No consultório, você se desliga de tudo, entra no clima desde o momento em que sai de casa para ir. Quando faz em casa, pelo Skype, tem outras pessoas no ambiente, tem a faxineira, a campainha toca, o telefone também, a conexão cai. É complicado", conta a assistente de direção.

Lentidão. Segundo Marina, um problema sério para fazer a terapia online é a conexão com a internet, já que o sinal pode ficar lento ou até falhar bem no meio do atendimento.

"Às vezes tenho de fazer malabarismos para captar o sinal da internet em casa. Uma das vezes, a conexão estava ruim no quarto e eu tive de ir para a cozinha. Em outra ocasião, estava falando com a psicóloga e, como não uso o vídeo, não percebi que a conexão havia caído. Fiquei um tempão falando à toa até perceber que ela não estava lá", afirma.

Apesar dos problemas, Marina diz que ainda assim prefere continuar com a terapia online, já que conhece a terapeuta e não precisa interromper o seu atendimento. Ela diz que não tem desconto por ser sessão virtual e paga o mesmo preço da sessão presencial.

"Como eu também viajo muito a trabalho, posso continuar a terapia tranquilamente. Quando estivermos as duas na cidade, volto para a presencial", diz. / F.B.

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