Falhas não invalidam eleição no Haiti, diz missão de observação

Observadores internacionais deram um aval cauteloso na segunda-feira à confusa eleição de domingo no Haiti, dizendo que elas poderiam ser consideradas válidas, apesar de "irregularidades" que provocaram protestos de eleitores e acusações de fraude.

REUTERS

30 de novembro de 2010 | 07h57

Os problemas detectados incluem manipulação de eleitores e atos de violência e intimidação, uma "atmosfera tóxica" criada por alegações de fraude e casos de eleitores que não puderam votar, disse a missão conjunta de observação da Organização dos Estados Americanos/Comunidade Caribenha.

"A missão conjunta não acredita que essas irregularidades, mesmo sendo sérias em alguns casos, invalidem necessariamente o processo", disse o embaixador Colin Granderson, chefe da missão, em uma entrevista coletiva à imprensa em Porto Príncipe.

Uma declaração anterior de autoridades eleitorais haitianas, afirmando que as eleições tinham sido um sucesso, foi mal recebida pela população. A irritação com os problemas no dia de votação é muito grande no país. Além disso, 12 dos 18 candidatos presidenciais denunciaram "fraude massiva".

Mas o músico Michel "Sweet Micky" Martelly, um dos candidatos com mais chances e que também havia pedido a anulação da eleição, voltou atrás na segunda-feira, dizendo acreditar que os votos têm de ser contados.

Outra candidata à frente nas pesquisas, a oposicionista Mirlande Manigat, também reduziu o tom das críticas e disse que participará do segundo turno se estiver entre os dois mais votados.

(Por Pascal Fletcher)

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