Falsos policiais se negam a depor em delegacia do Rio

Os bombeiros Tito Lívio de Paiva Franco e Antônio Lázaro da Silva França foram hoje à 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, mas afirmaram que só falarão diante do juiz sobre a participação no roubo e tentativa de seqüestro do empresário M.A.S. na quarta-feira passada. Os dois vestiam uniformes falsos da Polícia Federal. Amanhã, o delegado-titular Carlos Augusto Nogueira Pinto vai denunciar os dois ao Ministério Público por roubo qualificado, falsa identidade e formação de quadrilha e pedir a prisão preventiva da dupla. A pena pode chegar a 25 anos de prisão, segundo delegado."Eles colaboraram de forma inoficiosa, mas não quiseram se comprometer no depoimento oficial por estratégia de defesa. Os dois, principalmente o Tito, revelaram alguns fatos novos que podem ajudar a chegar ao terceiro componente da quadrilha", disse o delegado Nogueira Pinto. O terceiro homem seria pardo, com cerca de 55 anos e costumava se apresentar como delegado quando o grupo tentava extorquir empresários e comerciantes.A dupla, que também responde a inquérito na Polícia Federal por utilização indevida de símbolos nacionais, negou a participação no seqüestro para extorsão do dono de uma padaria na zona sul carioca. "Eles riram e disseram que não sabiam o motivo do senhor ter reconhecido eles como dois dos quatro integrantes da tentativa de extorsão", declarou Nogueira Pinto.

PEDRO DANTAS, Agencia Estado

21 de agosto de 2007 | 19h17

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