Falta de chuva prejudica áreas de pastagem

Clima seco, porém, é bom para os canaviais, pois facilita as operações de colheita e transporte

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2008 | 01h41

Uma massa de ar seco impediu a formação de chuvas e manteve a umidade do ar baixa em todo o Estado de São Paulo. Apesar do céu limpo, a temperatura manteve-se amena, passando de 30 graus apenas em Barretos, Presidente Prudente, Ilha Solteira e Votuporanga. Em Campinas, Sorocaba e Taquarivaí, contudo, a máxima ficou abaixo de 27 graus durante o período.A umidade manteve a tendência de queda iniciada há três semanas, atingindo 55% da capacidade máxima de armazenamento na maioria das localidades. Apenas no Vale do Ribeira, onde está Iguape, a umidade está acima de 70%, assegurando o suprimento hídrico às áreas de produção de banana.A redução da umidade do solo associada à temperatura amena já afeta as pastagens em todo o Estado, reduzindo as taxas de crescimento e a qualidade da forragem. Este ano, contudo, o período de seca atrasou quase um mês, permitindo que os pecuaristas contassem com pasto de melhor qualidade até o início de maio.Para as lavouras de milho safrinha, o clima seco ainda não compromete a formação da produção, mas pode prejudicar as lavouras semeadas tardiamente caso não volte a chover nos próximos dias.O tempo seco favorece a colheita e o transporte nos canaviais, melhorando a eficiência do processo e permitindo que as usinas recuperem o tempo perdido por causa das chuvas constantes observadas até o início de maio.O tempo estável também melhorou as expectativas dos cafeicultores para a safra que já teve início em parte das localidades do Estado. Apesar do atraso no início da colheita por causa das chuvas, a produtividade deve subir neste ano por causa do ciclo bienal do cafeeiro, beneficiado pelas chuvas regulares desde o início de novembro.FRUTICULTURANos pomares de Taquaritinga, Itápolis, Araraquara e Matão, a colheita continuou favorecida pelas condições do tempo. A elevação da amplitude térmica diária - diferença entre as temperaturas diurna e noturna - melhora a cor e o sabor da fruta e do suco, facilitando a comercialização do produto.Em Jundiaí e Louveira, os produtores puderam realizar os tratos culturais e iniciar os preparativos para a colheita nas parreiras de uva niagara cultivadas no sistema de dupla poda. Este sistema permite colher a uva na entressafra e aproveitar os bons preços da uva.*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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