Falta de saneamento reforça análise da Igreja sobre Rio

Apesar de índices bem acima da média do País na cobertura de rede de esgoto (94,9%), coleta de lixo (99,3%) e abastecimento de água (98,4%), há deficiências desses serviços nas regiões mais pobres do Rio, que dão força à análise do Vaticano sobre a "periferia insalubre" carioca. Na Varginha, favela do Complexo de Manguinhos que o papa Francisco visitará, 52% dos moradores lançam os dejetos diretamente nos Rios Faria Timbó e Jacaré, que circundam a comunidade.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

17 de julho de 2013 | 19h56

Guaratiba, na zona oeste, onde fica o palco dos eventos finais da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), é uma das áreas com menor coleta adequada de esgoto: 32,6% dos domicílios lançam os detritos em vala, rio ou fossa rudimentar. Outro indicador da desigualdade social na capital fluminense é a coleta de lixo.

Em Manguinhos, 10% queimam, enterram ou jogam em terreno baldio ou em curso d''água o lixo que produzem. Esse índice é de 6,1% no Complexo do Alemão e de 5,7% no Jacarezinho, duas áreas de favela na zona norte. Os dados são do Instituto Pereira Passos, com base em informações do Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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