''Falta rede de assistência ao dependente''

BRASÍLIA

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2011 | 00h00

A dificuldade no tratamento do alcoolismo está estampada em outro indicador do estudo da Unifesp. Passados cinco anos, 97,4% dos entrevistados mantinham dependência grave de álcool. "A doença exige uma rede de assistência completa, com atendimento do paciente no momento da crise, para o trabalho de desintoxicação, além do acompanhamento para evitar recaídas", diz Ronaldo Laranjeira.

Ele reconhece que a dificuldade no tratamento é maior na população avaliada no estudo, formada por moradores da periferia. Mas ele observa que ela está presente em todas as classes sociais. O exemplo mais recente é o do ex-jogador de futebol Sócrates, internado pela segunda vez em menos de dois meses. O ex-atleta, que também é médico, é dependente de álcool e enfrenta graves problemas digestivos provocados pela bebida.

"Os resultados mostram que o governo deveria reforçar as atividades de prevenção do consumo exagerado de bebida", diz Laranjeira. Entre as medidas defendidas por ele está o maior rigor na fiscalização da venda desses produtos, para coibir o consumo por menores de 18 anos, o aumento da taxação, para combater o consumo exagerado, e a restrição do horário da propaganda de bebidas alcoólicas.

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