Família acusa PM de execução em suposto assalto

Um policial militar reformado e dono de bar disparou e matou um rapaz de 28 anos ontem à noite, no bairro Vila Barros, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, Rodrigo Santos da Silva teria tentado assaltar o estabelecimento comercial. Já a família da vítima nega e diz que Silva foi morto por causa de uma discussão.

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

30 de junho de 2011 | 07h46

De acordo com a PM, Silva teria ido ao bar na hora do fechamento, para comprar cigarro. O PM teria dito que não poderia vender mais nada por o bar estar fechado. Segundo a PM, Silva então sacou uma arma e anunciou o assalto, em companhia de um comparsa. Houve troca de tiros, Silva foi atingido e caminhou por cerca de 150 metros, até cair. Levado ao Hospital Geral de Guarulhos, não resistiu aos ferimentos.

O pai de Silva, João Bosco, de 49 anos, disse que o filho já havia discutido com o dono do bar pela manhã e que a situação se repetiu pela noite. "O médico me disse que ele deu entrada com cerca de 12 tiros", contou Bosco. A polícia recolheu cinco cápsulas deflagradas no local do crime. Silva, que morava com a família próximo ao local do crime, havia passado sete anos preso por latrocínio (roubo seguido de morte).

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