Família acusa policial por morte de jovem em SP

O pai e a madrasta do adolescente Alisson de Paula Guerreiro, de 15 anos, responsabilizam policiais militares da Força Tática do 2º Batalhão pela morte do estudante, durante uma abordagem supostamente desastrosa em frente ao campus São Miguel da Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), na zona leste de São Paulo.

RICARDO VALOTA, Agência Estado

11 Junho 2011 | 12h43

Segundo a costureira Janaína Martins, de 38 anos, o enteado estava reunido com amigos em frente à faculdade, onde há alguns barzinhos, quando uma viatura da PM chegou ao local. Um dos policiais teria abordado Alisson, alegando que realizavam uma blitz.

"Com a mesma mão que ele (o policial) segurava a pistola, puxou meu enteado pelo capuz da blusa. Naquele momento a arma disparou e tiro pegou na cabeça dele. Logo em seguida o policial se agachou para procurar pela cápsula que havia caído no chão e depois colocaram o Alisson na viatura e o levaram para o hospital. Chegando lá, meu enteado estava com vários tiros na cabeça", afirmou a costureira.

O estudante morreu quando era atendido no Hospital Municipal Tide Setubal. "O médico me disse que meu filho chegou no hospital com mais de dois tiros na cabeça", disse o motorista Alexandre de Lima Guerreiro, 38. O casal se dirigiu até o plantão do 63º Distrito Policial, da Vila Jacuí, onde foi registrado boletim de ocorrência. Até o início desta manhã, nem a Polícia Militar nem a Polícia Civil haviam comentado o caso.

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