Família da 1ª vítima se diz chocada e pede por justiça

"Minha irmã estava saudável, quase nunca pegava gripe. Estamos chocados e revoltados com sua morte", afirma Aline Monteiro, de 25 anos, irmã gêmea de Mayra Monteiro - a primeira das pessoas que morreram após passarem por ressonância magnética com uso de contraste no Hospital Vera Cruz. "Minha irmã tinha voltado ao trabalho na terça-feira e estava terminando uma série de exames preventivos de saúde. Ela estava superbem, não tinha problema renal nem usava medicamentos", explicou a irmã, durante o enterro.

CAMPINAS , O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2013 | 02h01

Mayra trabalhava como auxiliar administrativa e deixa uma filha de 5 anos. A moça, que morava com a mãe e a filha, e saiu mais cedo do serviço para fazer a ressonância magnética do crânio, marcada para as 16h30.

Segundo o hospital, a paciente foi a única que chegou a sair da unidade, mas voltou cerca de uma hora depois, relatando dificuldades de respirar. Durante seu registro no pronto-atendimento, ela desmaiou e morreu dentro do hospital.

"Nós queremos justiça. Hoje nossa dor não permite falar muito, mas queremos saber o que aconteceu. Deram fim não só a uma vida, mas como vai ficar a família, a filha dela que ainda nem entende o que aconteceu?", questiona a tia Celina Aparecida.

O padrinho de Mayara, o técnico em enfermagem Rosinaldo Santos, de 46 anos, cobrou que a morte de Mayra seja explicada pelo hospital. "Disseram que foi prestado todo atendimento, mas ela morreu enquanto fazia sua ficha, sem atendimento."/ R.B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.