Família da juíza faz críticas às conclusões da polícia

A família da juíza Patricia Acioli recebeu com desconfiança a notícia de que seus assassinos foram identificados. Para Humberto Nascimento, primo da magistrada, as conclusões apresentadas "não batem" com a investigação independente realizada pela família. Nascimento acredita que outros policiais participaram e afirma que houve "apoio logístico e acobertamento do 7º BPM (São Gonçalo) e do 12º BPM (Niterói) na execução de Patrícia".

ALFREDO JUNQUEIRA E FÁBIO GRELLET, Agência Estado

12 de setembro de 2011 | 19h46

"Acho que estão botando na conta deles. Eles já iam pegar 30 anos de cadeia pelo assassinato que tentaram transformar em auto de resistência", disse Nascimento, referindo-se à execução de Diego de Souza Beliene, 18 anos, em São Gonçalo, em junho. "É muito estranho que só hoje a polícia tenha feito busca e apreensão das armas do 7º BPM", argumentou o primo da juíza.

"São peixes pequenos. Queremos saber quem mais está envolvido. Para a família, alguém deu a ordem que eles cumpriram", disse Márcia Acioli, 44, irmã da juíza, depois da missa em homenagem a Patrícia, promovida pela a Associação dos Magistrados do Brasil, na Igreja da Candelária, no Centro.

Na avaliação do advogado Técio Lins e Silva, que representa a família, a identificação dos suspeitos não causou surpresa. Para ele, Patrícia não teria sido morta se continuasse com escolta policial. O Tribunal de Justiça do Rio retirou o aparato de segurança da juíza em julho de 2007. "Foi apenas dado o nome aos bois, pois o rebanho já era conhecido", disse Lins e Silva.

Hoje, além da missa na Candelária, foram realizados atos em memória de Patrícia. Na praia de Icaraí, em Niterói, a ONG Rio de Paz plantou uma árvore que foi batizada com o nome da juíza e acendeu centenas de velas. A família de Patricia promoveu outra missa na cidade.

Tudo o que sabemos sobre:
JuízamorteRiofamília

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.