Família de aluno agride dois professores em escola de SP

Nota da secretaria de Educação classifica agreessores de 'criminosos' e informa a expulsão do estudante

BRÁS HENRIQUE, Agencia Estado

07 Novembro 2008 | 16h23

Dois professores da Escola Estadual Valois Scortecci, do município paulista de Barretos, na região de Ribeirão Preto, foram agredidos por parentes de um estudante de 13 anos na quarta-feira. Os familiares do adolescente invadiram a escola e agrediram os professores com paus e canos de ferro. Em reunião realizada na quinta-feira, 6, o Conselho da Escola já decidiu que o jovem deverá ter transferência compulsória para outra instituição. O menino, que cursa a 8ª série do Ensino Fundamental, havia desafiado o professor Adriano Cândido Pereira após um ato de indisciplina em sala de aula. Segundo a diretora, Leda Pedro Farra, o "problemático" aluno, que estudava havia quatro anos na escola, jogou uma carteira sobre Pereira, que havia ordenado a sua saída da sala. Na investida, o professor pegou o garoto pelo braço e o menino começou a chorar, alegando que seu braço tinha quebrado. Um funcionário foi chamar a mãe do estudante, mas o aluno se antecipou e contou sua versão no caso. A mãe e irmãos do adolescente chegaram com paus e canos nas mãos. "A mãe dele estava totalmente descontrolada e disse que ira matar o professor", afirmou Leda. Pereira se refugiu na biblioteca e pouco depois um irmão do aluno, de 27 anos, entrou na escola e o agrediu fisicamente, além de atirar um furador de papel na cabeça da professora Eloísa Regina Alves, que desmaiou. Ela foi socorrida por uma ambulância até o hospital. A Polícia Militar (PM) registrou boletim de ocorrência do caso. Segundo o coordenador do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), André Luís Marqui, o órgão prestará toda a assistência jurídica aos professores agredidos. Em nota distribuída nesta tarde, a Secretaria da Educação estadual diz lamentar "o crime ocorrido contra professores da escola Valois Scortecci, em Barretos".   A secretaria informa já ter entrado em contato com as vítimas da violência e se colocado à disposição, caso haja necessidade de auxílio. "O zelador que cuida da escola e os inspetores não conseguiram evitar a invasão dos criminosos", afirma o texto.   "A direção da escola informou à Secretaria que um aluno (parente dos agressores) participou da violência contra educadores. Nesta quinta-feira, 6 de novembro, este aluno foi expulso e transferido", conclui a nota.  

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