Família de estudante morto no Guarujá pede justiça

A família de Mário Sampaio, de 22 anos, pediu punição aos assassinos do estudante, morto a facadas no Guarujá, na noite do dia 31. "Eu clamo por Justiça, porque se fosse meu irmão ele iria atrás", afirmou Valéria Sampaio, irmã do estudante. O corpo foi enterrado por volta das 9h desta quarta-feira, no Cemitério da Saudade, em Campinas, interior de São Paulo.

RICARDO BRANDT, Agência Estado

02 de janeiro de 2013 | 17h09

"A pessoa não pode ficar impune, sem acontecer nada. Não vai diminuir a nossa dor. Mas esse cara pode continuar esfaqueando outras pessoas, acabando com a vida de outras famílias", completou a irmã, durante o velório. Segundo ela, os pais estão sofrendo muito com a morte do filho. "Só acreditamos mesmo que ele se foi quando vimos o corpo."

Segundo a polícia, Mário Sampaio foi jantar em um restaurante no bairro da Enseada, junto com três amigos mais a namorada. A confusão teve início no momento em que foram pagar a conta. Mário discordou do preço cobrado pelo restaurante, maior do que o divulgado pelo estabelecimento. Mas o estudante acabou sendo agredido por garçons e o gerente do restaurante. Na saída, foi esfaqueado pelo dono do restaurante. Todos os envolvidos na agressão fugiram.

Marcelo Marcondes, amigo do estudante morto e que estava com ele no restaurante, disse que Mário morreu porque protegeu os amigos. "O Mário era um grande amigo, companheiro. Ele foi herói, protegeu a gente, ele perdeu a vida para salvar a gente." O estudante havia concluído, em 2012, o curso de administração de empresas na PUC-Campinas.

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