Família de paciente com Ebola morto no Texas lamenta isolada por risco e estigma

Thomas Eric Duncan morreu longe de seus entes queridos. Agora, os familiares do primeiro homem diagnosticado com Ebola nos Estados Unidos estão lamentando sua morte sozinhos, alguns em quarentena e a maioria isolada pelo estigma social e o medo do vírus.

LISA MARIA GARZA, REUTERS

09 de outubro de 2014 | 20h55

Duncan, liberiano que visitava sua noiva no Estado do Texas, morreu em uma ala de isolamento de um hospital de Dallas na quarta-feira sem a presença das pessoas que lhe eram mais queridas. Ele faleceu 11 dias depois de ser internado.

Cerca de 48 pessoas que tiveram contato direto ou indireto com Duncan desde que ele chegou ao Texas em 20 de setembro estão sendo monitoradas, mas nenhuma exibiu sintomas da doença por enquanto, informaram autoridades de saúde. O hospital Texas Health Presbyterian disse que ele tinha 45 anos.

A noiva de Duncan, Louise Troh, está em quarentena obrigatória em um local não-revelado nos limites da cidade. Seu único contato com sua própria família são telefonemas diários. Ela não tem acesso a TV ou Internet, disse sua filha, Mawhen Jallah.

Durante mais de uma semana, Jallah, de 28 anos, teve que faltar ao trabalho e ficar em casa cuidando de sua filha Naya, de dois anos. A creche que a menina frequenta se recusou a recebê-la por ela ser “daquela família”.

A outra filha de Troh, Youngor Jallah, e seus filhos tiveram algum contato com Duncan quando ele já revelava sintomas, por isso estão em observação e em quarentena voluntária.

Antes voltada às orações pela sobrevivência de Duncan, agora a preocupação da noiva do liberiano e de seus familiares é esperar pelo fim dos 21 dias do período de incubação do Ebola para ter certeza de que Troh não corre mais risco de adoecer com o vírus mortal, afirmou Jallah.

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