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'Família é família'

Entrevista: Bill Paxton, ator que interpreta o polígamo mais querido da TV

19 de dezembro de 2010 | 12h01

 

Protagonista e coprodutor da série, Bill Paxton estabeleceu tamanha relação com a personagem, seu homônimo, que fala dele em 1ª pessoa. "Admiro o senso de comunidade extremamente forte dessas pessoas", diz. "É uma das razões pela qual amo o que faço, o espírito colaborativo com produção e elenco. É maravilhoso fazer parte de algo maior. E adoro a ideia de ‘revelação (divina)’ Já experimentei isso na minha própria vida."

 

Como será a vida do Bill agora que ele se assumiu?

Eu e minha família estamos lidando com grande pressão externa. Será um novo capítulo na vida dele, que sempre viveu na mentira. Fazendo um paralelo, é como um gay que tem de viver como hétero. É um alívio viver do jeito que você quer. Acho que vou gostar mais. Poderei pedir: ‘Quero uma mesa para mim e minhas esposas (risos)’.

 

A série fica mais política nesta temporada?

A série sempre foi provocativa e política, mas também pegamos caminho nas clássicas Restoration Comedy italianas, francesas, inglesas (comédias obscenas e satíricas realizadas no teatro do século 17 e início do 18). Um cara que tem três mulheres, três casas... é uma comédia, de certo modo.

 

Você teve de criar personalidades diferente para lidar com cada uma das mulheres?

Não. Com cada uma eu tenho um tipo de relacionamento. A Jeanne (Barb) é mais da minha geração. Chloë (Nicki) é de Connecticut, a escola dela é Nova York, gosto disso. E a Ginnifer (Margene) é quase que uma melindrosa do século 20, tem aquela efervescência. Jeanne é como se fosse minha rainha, e Cloë e Ginnifer são quase suas damas de companhia.

 

Qual a parte mais difícil?

Fazer um personagem que está sempre em crise, sob pressão. Fisicamente é difícil. Vivo como um monge quando gravo. Decorar cinco páginas de diálogo densos por dia.

 

Visitou comunidades mórmons para compor o Bill?

Não. Li muito sobre o assunto, conversei com muita gente, mas não achei que devesse ir às comunidades. Não sabia se eles iriam me receber. Não queria ir e ter de ficar explicando coisas. Mas interpretamos de forma honesta, respeitando suas crenças. A série é sobre tolerância. Quando você humaniza e mostra que essas pessoas são como qualquer outra, é uma forma de aproximação. Todos podemos coexistir.

 

Problemas de família sempre rendem boas histórias. O que dizer de uma família com três mulheres e tantos filhos?

Dramas familiares são muito reais. Todos nós somos fascinados por isso. E ainda que você não concorde com a forma social de viver dessa família, não tem como não torcer por ela. Mas se eles vão ter paz ou não, se vão se acertar no final... quem sabe? Família é família.

 

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