Família influencia na escolha e rejeita cursos alternativos

É claro que ninguém apanha ou é expulso de casa quando escolhe uma profissão que não agrada a família, mas aquela percepção de que hoje os pais não influem mais na decisão do filho também não é verdade.

Ocimara Balmant, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2011 | 00h00

 

Na parte qualitativa da pesquisa, os alunos responderam sobre os cursos que não receberiam aprovação dos pais. Na lista, há desde os mais óbvios, como Música ou Artes, velhos renegados por terem mercado de trabalho restrito ou baixa remuneração.

 

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Quando avisou que iria prestar Publicidade e Filosofia, o estudante Paulo Henrique Lopes, de 17 anos, enfrentou resistência da mãe. "Ela odiou, acha que vou morrer de fome", conta ele. "Como é enfermeira, quer que eu faça Medicina. Mas nem considero a ideia. Prefiro ser feliz."

 

A mãe de Paulo ainda representa boa parte dos pais, que sonham que os filhos tenham profissões respeitadas e rentáveis. Mas já há exceções. Alguns alunos disseram que os pais não aprovariam sua escolha por Direito ou Medicina.

 

O motivo da rejeição ao curso está na rotina da profissão: com carga horária alta e muitos plantões.

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