Família quer liberar corpo de mineira morta em Portugal

Familiares de Karina Gomes Pereira, de 27 anos, pediram ajuda à Associação de Parentes de Amigos dos Emigrantes (Aspaemig) para a liberação do corpo da mineira, encontrada morta no último dia 2, no apartamento em que morava no litoral de Portugal. Karina era natural de Pescador, a 402 quilômetros de Belo Horizonte, e sua morte é investigada pela polícia do país europeu. A suspeita é que ela tenha sido envenenada pelo marido, o português Paulo Alexandre Gonçalves Santos. Parentes disseram que após sua morte souberam que Karina era constantemente agredida pelo português. A mãe da mineira, Maria de Oliveira, disse não aceitar a versão de que a filha tenha se suicidado. O presidente da Aspaemig, Paulinho Costa, que também é vereador em Governador Valadares (MG), disse que amanhã se reúne em Brasília com representantes da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados para formalizar um pedido de urgência na liberação e traslado do corpo. A Justiça portuguesa aguarda a conclusão da investigação para a liberação do corpo. Os familiares alegam que já conseguiram com outros brasileiros que moram em Portugal arrecadar aproximadamente 10 mil euros para pagar o traslado do corpo. Karina morava em Portugal há cerca de 10 meses. Ela trabalhava como entregadora de jornais e sonhava em comprar uma casa para viver com o filho de dois anos, que deixou com parentes.

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

14 de agosto de 2007 | 19h43

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.