Família vai processar Prefeitura do RJ por erro médico

A família de uma estudante, de 16 anos, vai processar a Prefeitura do Rio de Janeiro por erro médico e negligência. A jovem deu à luz um menino no último dia 16, mas o obstetra que fez o parto não percebeu que a placenta ainda estava no útero de Camila. A estudante sofreu grave infecção e está internada no Hospital Geral de Bonsucesso, uma unidade federal, onde passou por dois procedimentos cirúrgicos. A secretaria informou que vai abrir sindicância para apurar o episódio.

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

28 Abril 2011 | 19h43

"Achei que fosse perder minha filha. Quero que o médico e a prefeitura sejam punidos para que isso não se repita", afirmou Fernanda Maria Xavier Figueiredo, de 36 anos, mãe da garota. A jovem teve Bernardo de parto normal, na 41ª semana de gestação, na Maternidade Municipal Herculano Pinheiro, em Madureira. Recebeu alta dois dias depois.

Em 21 de abril, começou a ter febre alta, dor de cabeça e a sentir contrações. "Voltei com ela para a Herculano Pinheiro. A plantonista disse que só haveria ultrassonografia na segunda-feira e que poderia interná-la. O problema é que não havia vaga e minha filha teria de esperar numa cadeira", contou Fernanda.

Como Fernanda não concordou, a médica fez, então, um encaminhamento para o Hospital Geral de Bonsucesso. "Ela não telefonou nem nada para saber se tinha vaga. Nem pediu ambulância. Fomos por conta própria", contou. No HGB, a ultrassonografia revelou a presença de vestígios de placenta no útero. A garota foi para o centro cirúrgico, mas os médicos não conseguiram completar a curetagem.

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