Familiares de vítimas de boate incendiada pedem justiça durante protesto

Um grupo de familiares e amigos das vítimas da tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, protestou no fim da tarde desta terça-feira em frente à delegacia regional da cidade gaúcha e pediu que os culpados e também agentes públicos sejam responsabilizados pelas 234 mortes.

Reuters

29 de janeiro de 2013 | 19h30

Cerca de 100 pessoas foram ao local, desta vez com cartazes mais agressivos do que os utilizados na caminhada da noite de segunda-feira, quando a maioria lembrou amigos e parentes mortos no incêndio da boate na madrugada de domingo.

"Governador e prefeito omissos", dizia um dos cartazes. Em outro, lia-se uma referência a uma tragédia semelhante ocorrida em uma boate na Argentina, em 2004, que matou quase 200 pessoas e acabou levando ao impeachment do prefeito da capital argentina.

"Quem fiscaliza?" ou "responsabilidade de quem?" estavam em outros cartazes. Com um megafone, parentes e amigos falaram sobre as pessoas que morreram.

"Não foi uma fatalidade", disseram alguns. Outros pediram que o episódio servisse "de lição" para as autoridades.

O delegado responsável pelo inquérito, Marcelo Arigony, foi até a manifestação e falou ao grupo que todos os responsáveis, inclusive se forem autoridades públicas, serão indiciados.

A tragédia em Santa Maria foi a segunda maior provocada por um incêndio na história do Brasil, atrás somente do incêndio em um circo em Niterói, em 1961, que deixou mais de 500 mortos.

Na segunda-feira, quatro pessoas foram presas --os dois donos da boate e dois integrantes da banda que se apresentava no momento do incêndio.

Um sinalizador que iniciou o incêndio teria sido acionado por um dos integrantes do grupo musical, mas segundo a polícia, até agora nenhuma das pessoas ouvidas assumiu ter acionado o artefato.

(Reportagem de Ana Flor)

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