''Farofa'' liberada no réveillon do Rio

Prefeito Eduardo Paes (PMDB) volta atrás e permite churrasquinho na festa da virada em Copacabana

Felipe Werneck, RIO, O Estadao de S.Paulo

30 Dezembro 2009 | 00h00

A farofa está liberada na Praia de Copacabana. Um dia após o anúncio de restrições para o público no réveillon deste ano na orla da cidade, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse ontem que "fazer uma farofinha organizada não tem problema nenhum". Paes relatou ter conversado com os secretários responsáveis pelo chamado Choque de Ordem durante a festa para "dar uma acalmadinha nessa história". "O mais relevante aqui é a celebração. Tem de ter tranquilidade e deixar as pessoas comemorarem em paz. Réveillon é réveillon. É hora de comemoração", disse.

Na véspera, a prefeitura havia anunciado a proibição de copos e garrafas de vidro (exceto de espumantes), churrasqueiras e vendedores não cadastrados na orla. "Uma boa farofinha o prefeito autoriza. Cervejinha e farofinha é sempre bom", declarou Paes, quando indagado sobre o veto ao tradicional churrasquinho. Pouco antes, o secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, havia declarado que "nenhuma cidade olímpica admite churrasquinho na areia".

Paes visitou ontem o palco principal da festa, em frente ao Copacabana Palace, com o americano Scott Givens, responsável pela produção artística do evento. Segundo Givens, o show de fogos terá, pela primeira vez, 18 mil efeitos. A Praia de Copacabana recebeu 50 torres de som, em vez das 39 inicialmente previstas. Já o número de balsas para colocação dos fogos será menor: 9, em vez de 15. "É falta de balsas no mercado. O mercado petrolífero está muito aquecido", justificou Mello.

COBRA CORAL

A previsão para o dia 31 no Rio é de chuva. Por isso, a prefeitura convidou a médium Adelaide Scritori, da Fundação Cacique Cobra Coral, para participar da festa da virada e, segundo o secretário, "trabalhar para desviar as nuvens de Copacabana". "Aqui tem de ter Adelaide, Iemanjá, já falei com o padre Lino e um pastor amigo meu. Vamos orar para todos os santos. O réveillon do Rio tem a ver com esse misticismo, com a diversidade e esse monte de crenças", disse Paes. A festa custará R$ 17 milhões: a prefeitura bancou R$ 2 milhões e os outros R$ 15 milhões foram patrocinados por cinco empresas (Petrobrás, Embratel, Bradesco, EBX e Coca-Cola). Os acessos ao bairro de Copacabana serão bloqueados para carros das 18 horas de amanhã até as 4 horas do dia 1º de janeiro.

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