Fãs do Rolls-Royce preparam a celebração do centenário

Cem anos depois de um comerciante de carros, chamado Rolls, conhecer um engenheiro chamado Royce, um ícone do luxo celebra seu centenário num estilo discreto. Proprietários de Rolls-Royce de todo o mundo estão planejando um tour mundial em clássicos da marca, começando em Auckland, Nova Zelândia, atravessando Austrália, Europa e terminando nos Estados Unidos, para durar um ano. A fábrica está divulgando poucos detalhes de seus próprios planos para o centenário, mas diz que haverá uma comemoração na Inglaterra, no dia 4 de maio, o aniversário do dia, em 1904, em que Charles Rolls encontrou Henry Royce, no Midland Hotel de Manchester, para discutir uma sociedade nos negócios. O primeiro carro da Rolls-Royce, o Silver Ghost, foi produzido três anos depois.Phillip Hall, chefe executivo da Sir Henry Royce Memorial Foundation, afirma que os carros produzidos pela empresa ?são obras de arte?. A filosofia de Royce era fazer tudo o melhor que pudesse?, lembrou. ?Sem compromissos.? Mas ele não pode ocultar que houve uma sensível mudança. Esse produto, arquetipicamente britânico, pertence a um proprietário alemão desde 1998, quando a Volkswagen cobriu a oferta da BMW para comprar a montadora, sua fábrica em Crewe, no noroeste da Inglaterra, e a marca Bentley, por 479 milhões de libras (então, US$790 milhões).E a BMW acabou por comprar o nome Rolls-Royce, que era de propriedade da empresa aeroespacial Rolls-Royce PLC. Mas a BMW concordou em permitir que a Volks continue produzindo carros Rolls-Royce em Crewe até 2003.Desde 1º de janeiro, o Rolls-Royce Phantom ? um dinossauro de 5,8 metros e 2,5 toneladas que se vende a US$300,000 ? tem sido montado por uma subsidiária da Goodwood, na costa sul da Inglaterra. Único modelo Rolls-Royce ainda produzido, o Phantom combina engenharia alemã com interior feito à mão com madeiras brilhantes e couros macios. O carro leva na frente o famoso Sprit of Ecstasy como ornamento.?Todos os fãs, creio que a maior parte do público britânico, ficaram tristes ao ver a mais famosa marca do mundo ir embora para o exterior?, diz Hall, que ainda possui um Rolls-Royce coupé 1931, que comprou quando era um estudante, há 40 anos.?Fora isto, o investimento que a BMW e a Volkswagen fizeram nestas duas empresas (Rolls-Royce e Bentley) é fenomenal. Elas as transformaram.? A fábrica high-tech de Goodwood, que emprega 400 pessoas, construiu 500 carros em seu primeiro anos. Esta agora andando à velocidade de cinco carros por dia ? metade destinada aos Estados Unidos, o maior mercado da marca.NO ano passado, a empresa desmentiu notícias de jornais dizem que estava planejando mudar a produção para a Alemanha. O porta-voz da Rolls-Royce, Andrew Ball, disse esta semana que a empresa está ?absolutamente? estabelecida.?Com todas as razões para ficar aqui, não faz sentido mudar-se?, disse.

Agencia Estado,

23 de janeiro de 2004 | 15h38

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