Fatia da Portugal Telecom na Vivo é alvo da Telefônica

Foi o que afirmou o presidente da multinacional no Brasil, Antonio Carlos Valente, na Fiesp nesta terça-feira

Maurício Savarese, REUTERS

07 Agosto 2007 | 18h26

A aquisição da fatia de 50% que a Portugal Telecom detém no controle da Vivo, operadora celular com maior número de assinantes no mercado brasileiro, é prioridade no setor para a Telefônica, afirmou nesta terça-feira, 7, o presidente da empresa espanhola no Brasil, Antonio Carlos Valente. "O projeto que tem sido colocado claramente como de interesse da Telefónica é o da aquisição dos 50% da Portugal Telecom na Vivo. Isso não depende de nós, depende de uma série de questões, mas essa seria a prioridade", disse Valente a jornalistas após seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Portugal Telecom e a espanhola Telefónica dividem o controle da Vivo e vêm mantendo conversações sobre o futuro societário da operadora brasileira. Em meados de julho, o presidente do grupo espanhol, César Alierta, disse ao Financial Times que havia oferecido 3 bilhões de euros pela fatia da Portugal Telecom na Vivo. Desde então, a companhia portuguesa tem rejeitado a idéia de que seja vendedora de sua posição na operadora brasileira. Valente reforçou que a Telefônica, operadora fixa no Estado de São Paulo, segue interessada na área de telefonia móvel. A aquisição da fatia da Portugal Telecom na Vivo seria importante para a Telefônica, pois permitiria a oferta conjunta de serviços de telefonia fixa e móvel em São Paulo, como faz a Oi, antiga Telemar, em outros Estados. Ainda assim, Valente disse que a compra da participação na Vivo não é o único caminho para o grupo espanhol se expandir no Brasil. "Crescer não significa comprar uma operadora ou outra apenas. Significa também aumentar o seu portifólio de serviços", comentou o executivo, que previu para breve o anúncio da TV digital por satélite da Telefônica. Outro investimento, segundo ele, será na rede de banda larga Speedy, que hoje funciona sobre cabos mais adequados para telefonia do que para Internet. Valente não deu detalhes sobre investimentos em cabos ópticos.

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